Após dois séculos no fundo do mar, arqueólogos da marinha americana esperam confirmar que o navio que afundou era uma escuna de guerra de 1812.
Névoa grossa e ondas enormes teriam feito o USS Revenge encalhar nos recifes de Watch Hill, em Westerly.
Oliver Hazard Perry, o comandante, ordenou que seus homens jogassem armas, âncoras e canhões na água, mas infelizmente isso não ajudou e o navio naufragou posteriormente.
Os arrecifes traiçoeiros, rochas e a baixa visibilidade, mantiveram o canhão e outros artefatos escondidos até 2005, quando mergulhadores de Connecticut, Charlie Buffum e Craig Harger, encontraram o que seria o local do naufrágio do USS Revenge.
Mergulhadores da Marinha recuperaram o canhão no último 24 de maio, sendo o primeiro artefato recuperado no local.
O canhão foi levado para um laboratório de conservação, Washington Navy Yard, para ser dessalinizado e estabilizado. Ele está incrustado com pedaços de vida marinha e carbonato de cálcio a partir da interação entre o ferro e a água salgada.
Não há muitos exemplos de armas navais antigas deste tipo, disse George Schwarz, um arqueólogo subaquático do Comando de História e Patrimônio Naval.
Após o naufrágio do USS Revenge, o comandante foi enviado para os Grandes Lagos durante a Guerra de 1812. Ele é lembrado como o Herói do Lago Erie por derrotar a marinha britânica. Era famoso por relatar simplesmente: “Nós conhecemos o inimigo e eles são nossos”, depois da batalha decisiva em 1813.
Arqueólogos irão procurar pelas marcas de fundição no canhão que possam identificá-lo.
O canhão mede 1.5m de comprimento e pesa mais de 450Kg. Schwarz estima que o processo de conservação leve dois anos.
A Marinha planeja continuar mapeando o local, que está encontra-se protegido pelo Sunken Military Craft Act.
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