No passado, espeleólogos usavam marcadores em cavernas secas para a indicação da saída da caverna. Isso tudo, muito antes do surgimento do mergulho em cavernas.
Posteriormente com o surgimento do mergulho em cavernas na Flórida, alguns mergulhadores perceberam que esses marcadores poderiam beneficiar os mergulhadores e trazer mais segurança. Lewis Holzendorf, acabou tendo a ideia de criar um triângulo de fita em formato de uma flecha para colocar no cabo guia, para indicar a saída ao mergulhador.
Na época essas flechas foram chamadas de “marcadores Dorf”, em homenagem a Lewis.
Com o tempo, percebeu-se que havia alguns problemas com as flechas de fita, pois elas deslizavam pelo cabo guia e eram difíceis de usá-las por causa da falta de tato ou contato dela com a areia ou lodo.
O pioneiro do mergulho em cavernas, Sheck Exley, pediu ao seu colega mergulhador Forrest Wilson, que liderasse um grupo de discussão em um workshop da certificadora NSS, com o objetivo de redesenhar o modelo de seta e aperfeiçoar o modelo existente, de forma que a seta ficasse fixa no cabo e não se deslocasse durante.
Várias ideias foram lançadas, mas Forrest surgiu com um novo modelo (design atual), que acabou sendo aprovado pelos mergulhadores e fabricou centenas delas.
Posteriormente, essas setas passaram a ser chamadas de “flechas de Forrest”, foram comercializadas na operadora Branford Dive Center, que ficava localizada na pequena cidade de Branford ao norte da Flórida, e se tornaram muito popular entre os mergulhadores.
Steve Hudson pediu permissão a Forrest para produzir em massa essas setas para a Dive Rite, e o novo modelo acabou se tornando um padrão mundial.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



