Rio de Janeiro – Mergulho noturno na Praia Vermelha

Talvez um sonho dos mergulhadores seja poder sair de casa e ir mergulhar saindo de alguma praia próxima, e no Rio de Janeiro, existe uma boa possibilidade para isso… a Praia Vermelha.

Pra quem não conhece, a Praia Vermelha está localizada no Círculo Militar, na zona sul da cidade. O local é monitorado por soldados do Exército brasileiro e considerado um local muito seguro, com fácil estacionamento e acesso fácil a praia.

 

O mergulho

Equipamentos montados e todos preparados, normalmente o mergulho é iniciado pelo lado direito da praia, seguindo os 500m ao longo costão do Morro dos Urubus.

No local encontramos uma extensa formação rochosa contendo várias tocas, que durante o mergulho noturno, é possível encontrar uma vida marinha diversificada e variada entre os rochedos. Pequenos seres surgem e dão as caras aos mergulhadores possibilitando muitos clicks dos fotógrafos subaquáticos.

 

Foto: Clécio Mayrink

 

Por estar próximo à Baia de Guanabara, nem sempre a visibilidade no local é tão boa, sendo preciso estar atento às marés e as condições de mar em geral, mas quando estão boas, é possível encontrar algo em torno dos 5 a 10m de visibilidade.

O mergulho é realizado mantendo a formação rochosa à direita, e sendo um local bem abrigado, o mergulhador não encontrará dificuldades, devendo tomar somente o cuidado de não ultrapassar os 500m de distância e acabar alcançando a parte exposta ao mar aberto.

Por se tratar de um mergulho noturno, normalmente os peixes ficam atraídos pelas luzes, e por não verem os mergulhadores que estão atrás delas, acabam se aproximando curiosos, permitindo que o mergulhador chegue bem próximo deles.

Em geral, é um mergulho muito tranquilo, raso e que qualquer mergulhador pode realizar sem dificuldades, tendo a vantagem de realizar toda a operação sem a necessidade de uma embarcação de apoio e preocupações com correntes marinhas.

Ao regressar para a praia, o mergulhador pode guardar todo o material no carro e curtir uma pizza em um restaurante local comendo uma pizza com os amigos, terminando muito bem a noite tendo o Pão de Açúcar à frente, que dependendo do dia, poderá ter a a lua cheia brilhando no céu e iluminando o mar que, em algumas ocasiões, permite apagar as lanternas durante o mergulho, possibilitando ao mergulhador enxergar o fundo marinho.

 

Foto: Clécio Mayrink

 

Dicas

No local há um estacionamento gratuito, bastando apenas procurar uma vaga mais próxima aos acessos da praia.

Procure saber como estão as condições de mar, pois apesar de ser um local abrigado, se o mar estiver batido lá fora, fortes ondulações acabam ocorrendo e diminuem muito a visibilidade e a tranquilidade do mergulho em si, em virtude da baixa profundidade, que não ultrapassa os 10m.

Sendo um mergulho de praia, é recomendável ter alguém em terra ciente do horário de entrada e um horário aproximado de regresso

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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