SeaLink – Um monitor externo para sua câmera subaquática

Um dos problemas que os cinegrafistas subaquáticos esbarram, é conseguir visualizar o que está sendo gravado embaixo d’água de forma eficaz, pois com a inserção da câmera na caixa estanque, parte da área visível do monitor acaba ficando escondida pela caixa estanque, dificultando a captação das imagens.

Como solução relativamente recente para esse tipo de problema, foi o lançamento dos monitores externos de mergulho, com caixa estanque própria.

Os principais fabricantes de caixas estanques passaram a desenvolver caixas específicas para alguns monitores encontrados no mercado, que possuindo dimensões maiores que os encontrados nas câmeras, permitem visualizar de forma eficaz o que está sendo capturado pela lente. O problema desses sistemas é a necessidade de interligação com cabo elétrico entre a caixa estanque do monitor e a caixa estanque da câmera, que em alguns casos, requer o uso de acessórios específicos, ou em alguns casos, se torna inviável por  haver incompatibilidade com determinados modelos de câmeras.

Além disso, talvez o maior problema seja o custo absurdo desses monitores externos, pois ele acaba variando entre 2.000 e US$ 3.500 nos Estados Unidos, sem contar com  a necessidade de alguns acessórios, tornando a coisa extremamente cara e voltada somente para o mercado profissional.

 

Foto: Divulgação

 

Divevolk – Uma empresa inovadora com uma solução de baixo custo

Alguns aspectos me fazem admirar uma empresa, e sem dúvidas, a Divevolk entrou para a minha lista pela forma como desenvolvem os produtos, inovação e atenção aos detalhes.

Eles inovaram mais uma vez e lançaram recentemente o sistema SeaLink, um sistema que permite a conexão entre o telefone celular com uma câmera, possibilitando utilizar o telefone como monitor externo, e o mehor de tudo… baixo custo e simples de ser usado.

Os sinais de rádio mais comuns utilizados no mercado, não funcionam embaixo d’água, pois alcançam míseros centímetros em alguns casos, e mesmo assim, eu mesmo cheguei a realizar alguns testes transmitindo um sinal entre duas caixas estanques no passado, e os poucos centímetros entre elas já era o suficiente para que o sinal mal chegasse ao receptor, impedindo assim, o uso.

No caso do sistema SeaLink da Divevolk, ele usa conexão WiFi entre a câmera e o telefone celular para transmitir as imagens ao celular, que é transportado através da caixa estanque SeaTouch 3 ou SeaTouch 4 Max da própria Divevolk.

Com este sistema, o fotógrafo ou cinegrafista conseguirá visualizar as imagens captadas com facilidade pela câmera, e levando em consideração as dimensões maiores dos telefones encontrados atualmente, você terá um perfeito monitor para as gravações ou até mesmo para foto.

Usando o aplicativo fornecido pela Divevolk, o mergulhador também poderá realizar alguns ajustes da câmera, como abertura, velocidade e ISO, por exemplo, e em alguns modelos de câmeras Canon, até a seleção de foco diretamente pelo celular.

Outro aspecto importante é o fator peso. O SeaLink pega algumas gramas, contando com o celular e caixa. Já as tradicionais caixas de monitores variam entre 1 e 1.7Kg, acrescentando muito peso na bagagam e ocupando espaço.

 

Custo

O SeaLink custa apenas U$ 199 comprando diretamente no site da Divevolk e caso você não possua a caixa estanque para o telefone celular, o preço médio delas gira em torno dos US$ 200, podendo ser adquirida também no site deles.

Resumindo, você terá um monitor de alta resolução com um custo muito inferior, semcontar, com a praticidade e leveza que o sistema possui.

Mais informações e detalhes no site da Divevolk – www.divevolkdiving.com

 

Assista ao vídeo com a demonstração do sistema

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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