Navio Professor Besnard naufragou de vez – O fim de uma era

Como previsto, infelizmente o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard naufragou ontem no cais do Parque Valongo. O navio está atracado em Santos desde 2008, totalmente abandonado pelas autoridades que nada fizeram para resolver a questão, e agora, ainda mais fácil de causar um dano ambiental, por contaminação do oceano com restos de óleo e combustível.

A equipe de emergência da Autoridade Portuária de Santos (APS) estive no local e constataram que o navio não representa risco à navegação no canal do Porto.

De acordo com testemunhas, a embarcação começou a inclinar e chocou-se com as grades do costado. Não houve feridos. A amarração do navio foi reforçada.

O navio é um ícone da oceanografia brasileira lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP). O nome Prof. W. Besnard é uma homenagem ao primeiro diretor do Instituto da USP que, desde 1958, trabalhava para que a universidade tivesse o seu próprio navio.

O navio chegou ao Brasil em agosto de 1967. Navegou mais de 3 mil dias e durante os primeiros 23 anos navegou sem interrupções. Foram centenas de viagens científicas, sendo seis para a Antártica.

Atracado desde 2008 no Porto de Santos, o navio foi cedido pela USP para o município de Ilhabela. Em julho do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por falta de condições para navegar. Mas, após uma audiência conciliatória, junto ao Ministério Público, a decisão foi suspensa e o navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar, que nada fez com a embarcação.

Várias pessoas da comunidade do mergulho, tentaram transformá-lo em recife artificial, que ajudaria muito contra a pesca predatória, mas a falta de interesse das autoridades foi maior, não se importando com o problema e com as possibilidades de danos ambientais.

Por diversas vezes nossa equipe tentou contato com uma equipe do IBAMA na tentativa de conseguir um destino final para a embarcação, mas simplesmente passaram a ignorar o problema como se ele não existisse. Agora eles terão trabalho.

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