Quando navegamos pelo mar, muitas vezes não damos valor ou percebemos os equipamentos de segurança que se encontram instalados nos mais variados locais e, que são utilizados pelas embarcações para uma navegação tranquila e segura. Não percebemos, mas eles estão lá, servindo para salvar vidas e evitar acidentes.
Acredito que o farol de navegação normalmente seja o item mais observado e admirado pelos mergulhadores, porque eles se destacam em cenários de grande beleza natural, e em São Paulo, o farol da Laje de Santos pode ser considerado um deles.
Este farol se encontra na parte mais alta da ilha, possui grande importância para a navegação porque ele sinaliza o grande “obstáculo” que é a Laje de Santos, “perdida” no meio do mar e distante 40km da costa, ajudando assim, a orientar todos que passam nos arredores.
Histórico do farol da Laje de Santos
No ano de 1907, o governo brasileiro através do então Sr. Almirante Jaceguay, na época, chefe da Carta Marítima na Marinha do Brasil, propôs a instalação de alguns faróis de navegação adicionais em nossa costa, especificamente nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O projeto abrangia a instalação de faróis nos seguintes pontos:
- Ponta Negra – Entre Cabo Frio e a Ilha Rasa;
- Ponta de Guaratiba – Entre a Ilha Rasa e a Ilha Grande;
- Ilha de Queimada Pequena – Próximo à cidade de Peruíbe-SP;
- Ponta de Torres – Costa do Rio Grande do Sul;
- Dois faróis na Costa do Albardão;
- Laje de Santos – Próximo à cidade de Santos-SP.
Origem
O farol da Laje de Santos foi fabricado no início do ano de 1908, nos Estados Unidos e, adquirido por uma inspetoria da Marinha do Brasil no final de 1907.
Por volta do mês de abril de 1908, ele trazido ao Brasil pelo navio a vapor Hanseat.
Posteriormente uma equipe da Marinha foi até a Laje realizar a instalação do farol, que melhorou sensivelmente a segurança de todos os navios que transitavam por lá, sendo um equipamento de grande importância até os dias atuais.
Quem realiza um mergulho noturno na Laje de Santos, tem a chance de poder apreciar o farol solitário funcionando dia após dia, iluminando o caminho de todos.
Referências
- Jornal Correio da Manhã
- Jornal do Brasil
- Marinha do Brasil


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



