Laje de Santos

Foto: Alexandre Andreazzi

A laje é uma ilha localizada em frete à cidade de Santos, fazendo parte do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS), criado em 27/09/1993, através do Decreto Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro parque marinho dentre as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.

O PEMLS tem sede e administração próprias, sendo subordinada ao Fundação Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Em termos geográficos, o PEMLS pertence ao município de Santos e, conforme pode ser verificado na Carta Náutica nº 1711, está localizado a 164º e 16,8 milhas náuticas (30Km) de seu ponto de referência náutica continental, o Farol da Ilha da Moela.

Atualmente, a Laje de Santos possui uma grande vida marinha variada, indo desde nudibrânquios, aos seres de grande porte, como golfinhos e baleias.

Um grupo de operadoras realiza saídas frequentes para a Laje, partindo da cidade de São Vicente-SP.

Desde 2003, a ONG Instituto Laje Viva vêm atuando na divulgação do parque, bem como, contribuindo na disseminação quanto à proteção ambiental do local e ajudando nas operações de fiscalização contra a pesca esportiva e caça submarina.

No ano de 2012, o Instituto Laje Viva lançou o documentário “Laje dos Sonhos”, com entrevistas e imagens da Laje, mostrando todos os aspectos que abordam o parque e as consequências que preservação ambiental trouxe em benefícios para a sociedade.

Características

São proibidas as seguintes atividades dentro da área do parque:

  • Capturar ou coletar qualquer organismo marinho ou terrestre;
  • Poluir ou provocar danos físicos que possam causar impacto sobre a estrutura biológica e geológica da área;
  • Desembarcar na Laje e/ou outras formações rochosas;
  • Entrar na área do parque portando armas, materiais ou outros instrumentos destinados à caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna e à flora;

A Laje representa um importante suporte ao desenvolvimento de grande densidade e diversidade de vida marinha. Além das várias formas e cores das espécies relacionadas aos substratos rochosos, coralinos e arenosos, encontram-se também grandes cardumes de peixes.

Uma ampla área formada por bancos de macroalgas também compõe a parte submersa que junto com o fitoplâncton, forma a biomassa vegetal, fotossintetizante, responsável pela produção primária. Além disso, esses bancos oferecem abrigo e alimento para diversas espécies de peixes, tartarugas marinhas, e grande diversidade de invertebrados, entre outros.

A parte emersa da Laje oferece às aves marinhas, importante local para pouso, abrigo e reprodução. Espécies como o atobá marrom (Sulla leucogaster) e o gaivotão (Larus dominicanus), reproduzem-se na área e são encontrados durante o ano todo. Espécies migratórias como os trinta-réis (Sterna spp) utilizam a Laje como local para pouso e reprodução.

A grande concentração de cardumes de peixes nesta Unidade de Conservação é, provavelmente, o principal fator que leva à ocorrência das Baleias de Bryde avistadas durante o trajeto, bem como grupos de golfinhos que dão um show à parte.

Outra grande atração do parque é a ocorrência de Raias Manta (Manta birostris) com maior freqüência entre os meses de maio a agosto.

O PEMLS ainda guarda muitas surpresas, como o registro inédito em julho/09 de um exemplar jovem de tubarão baleia, o maior e um dos mais raros peixes de todos os oceanos.

As profundidades nos pontos deste destino podem variar de 6 a 45 metros e a influência das correntes marinhas sobre esse conjunto rochoso, bem como a distância que o mesmo se encontra das influências antrópicas e naturais da costa, permite que a visibilidade na água alcance a casa dos 30 metros nos melhores dias.

Ao longo do ano, a temperatura média da água situa-se na casa dos 22ºC, podendo chegar aos 27ºC entre meados de janeiro até a chegada do outono, já, no início do verão, ocasionalmente ocorre o fenômeno das termoclinas, correntes extremamente frias em determinada faixa da coluna d’água

Coordenadas do Farol da Laje: 24º 19’18” S / 46º 10′ 57″ W

Como chegar

Em se tratando de uma Unidade de Conservação as diretrizes para visitação devem ser observadas, como por exemplo: “É proibido o fundeio dentro dos limites do parque”. Informações pelos telefones (13) 3261-3445 / 3261-7154 ou na sede administrativa – Av. Bartolomeu de Gusmão, 192 – Ponta da Praia em Santos – SP.

Portanto, para desfrutar de um mergulho autônomo consciente e seguro nos pontos deste destino, sugerimos agendar previamente com um dos operadores locais homologados e atuantes na região

Principais Pontos

Portinho

Situado na face norte, é o local onde estão os cabos de atracação do parque e onde ocorre a maioria dos mergulhos, mais abrigado das correntes e fácil orientação. Podem ser observados alguns destroços do naufrágio do pesqueiro São Judas, ocorrido no final dos anos 1980 em colisão provocada pela baixa visibilidade em noite de denso nevoeiro, como algumas caixas metálicas, um cilindro de acetileno, parte do motor e o leme. Moréias, cardumes de salemas, corcorocas, garoupas, cirurgiões, budiões, corais cérebro, corais baba-de-boi, inúmeros gobídeos, tartarugas verdes e de pente e muitas tocas com seus habitantes, marcam o local. Profundidade máxima: 22m.

Naufrágio Moréia

Foi o primeiro naufrágio artificial brasileiro, com a finalidade de se tornar atrativo para os mergulhos, ocorrido em 1990. Situado na face norte, próximo à ponta leste, pesqueiro de ferro com 15m de comprimento, atualmente com a estrutura em estado instável e em processo de desmantelamento, desaconselhando penetração. Em seu porão habitam serranídeos como garoupas e meros, sendo que ao seu redor transitam cardumes densos de salemas, corcorocas e budiões, além de sua superfície ser densamente povoada por invertebrados incrustrantes e fauna acompanhante. Profundidade máxima: 22m.

Piscinas

Situadas na ponta oeste/sudoeste, requer boa noção de orientação subaquática. Apresenta um corredor com aspecto de “cânion” na parte mais rasa, povoado por cardumes variados e com tocas e passagens bastante interessantes no aspecto cênico. É a região com maior incidência de tartarugas verdes e de pente. Na porção mais funda, grandes blocos rochosos com corredores que podem ser percorridos pelos mergulhadores e onde são observadas grandes garoupas e caranhas, além de vários cardumes de pelágicos como xaréus, enxadas, bicudas, olhetes e bonitos. Raias chita e, eventualmente as mantas, também costumam frequentar esta área. Profundidade máxima entre 10 e 35m.

Parcel das Âncoras

Fundo rochoso que se destaca da Laje em direção ao continente, apresenta estrutura complexa, exigindo boa orientação subaquática. Presença de muitas âncoras de pesqueiros que ficaram engatadas no fundo rochoso, pois ao lançar ferro para descansar nos intervalos da pesca, os pescadores imaginavam que aquele fundo apresentasse constituição arenosa por sua localização mais afastada da parte emersa da laje e terminavam por perder esses equipamentos. É a região onde se encontram as maiores garoupas nas áreas mais fundas e ictiofauna extremamente variada na parte mais rasa. Cardumes de pelágicos, tartarugas e raias também são frequentes. Sujeito a correntes. Profundidade máxima entre 18 e 42m.

Paredão da Face Sul

Encosta rochosa íngreme que desce verticalmente até 42m de profundidade. Mergulhos feitos em drift a favor da corrente, que requerem bom controle de flutuabilidade por parte dos mergulhadores para evitar descidas a profundidades além das planejadas. Formação com inclinação negativa entre 12 e 27m de profundidade do centro para leste, com forte apelo cênico e habitada na fenda ao fundo por jaguareçás, olho-de-cão, marias-nagô e outros peixes. Tartarugas alimentam-se na encosta especialmente até os 15m de profundidade. Possibilidade de encontros com pelágicos. Profundidade máxima: 42m.

Boca da Baleia

Fenda voltada para leste, com cerca de 50m de extensão e profundidade média de 15m. Requer excelentes condições de mar e direção de ondulação adequada para que se possa adentrar. Presença de cardumes de peixes que preferem água mais agitada, como pampos galhudos, sargos e carapaus. Profundidade máxima entre 8 e 30m.

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