Hoje em dia usamos computadores de mergulho que nos informam a profundidade em que nos encontramos e a profundidade máxima alcançada, ambas, através de um display LCD que chega a exibir números precisos até na casa dos décimos.

O que temos hoje em facilidades, não era o que tínhamos na década de 70,80 ou 90, quando os mergulhadores usavam profundímetros de membrana ou de óleo, que eram dotados de um ou dois ponteiros.

Esses profundímetros de ponteiros tinham a aparência de um grande relógio, tendo uma escala com as profundidades, e à medida que descíamos e consequentemente com o aumento da pressão, os ponteiros se movimentavam indicando a profundidade onde o  mergulhador se encontrava.

Quando o mergulhador iniciava a subida, o ponteiro com a colocação avermelhada permanecia parado na profundidade máxima alcançada, permitindo ao mergulhador tomar conhecimento e poder calcular a parada descompressiva com o uso de uma tabela normalmente levada no bolso ou pendurada.

Profundímetro de Coluna D’água da Dacor

Profundímetros de Coluna D’água

Antes desses profundímetros mais modernos para a época, também existiram os Profundímetros de Coluna D’água, que no Brasil chegaram a ser fabricados pela Cobra Sub.

Era um equipamento fabricado em plástico e borracha, sendo muito simples de ser usado.

Conforme o mergulhador descia e a pressão aumenta, essa pressão interferia diretamente na coluna d’água do profundímetro. Melhor explicando, havia uma pequena e fina mangueira em forma circular, onde a água entrava pela estreita mangueira de borracha, e exatamente a linha divisória entre o ar e a água dentro dessa coluna, era o indicador da profundidade a qual o mergulhador se encontrava.

O grande problema desse equipamento era a falta de precisão, pois a partir dos 10m, a indicação não era precisa e sofria alterações de acordo com o local onde o mergulho era realizado.

Com o passar dos tempos, os profundímetros de coluna d’água foram desaparecendo do mercado com o surgimento dos profundímetros de membrana e óleo. Posteriormente surgiram os relógios Citizen Aqualand e Casio AWR320 com profundímetros digitais, e tempos depois com a liberação das importações, os mergulhadores passaram a ter acesso aos modernos computadores digitais de mergulho, sendo precisos e já realizando os cálculos descompressivos.

De qualquer forma, os Profundímetros de Coluna D’água marcaram presença na história do mergulho, apesar de poucos mergulhadores serem adeptos a este equipamento na época.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho e fotografia / vídeo subaquático.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência quando o assunto é mergulho e naufrágios para a mídia e órgãos públicos no país, e diversas entidades internacionais como a ONU e UNESCO.